Não mesmo!!!


NÃO MESMO...

Esta semana está sendo para mim uma merda. Primeiro, por volta e meia sofrer com o cansaço e não ter a corajem de dizer isso para pessoa ao seu lado, por ver que ela também está cansada. E que provalmente não vai se sentir bem ao ouvir tristezas. Pois de nada irá adiantar e nem melhorar a situação expandindo seu cansaço, tristeza para quem você ama. Segundo por deixar que tudo isso as vezes atrapalhe minha vida, e principalmente...coisa que não condizem com meu namoro. Acho que nós humanos sofremos de um espasmo de tolice que sempre faz com que um dia bom termine chato, por se deixar levar pelo cansaço. Estragar seu dia, bem só seu dia não, mas também de outras por tudo não andar dando certo piora tudo. E geralmente a gente só vê isso depois que retira o sorrizo lindo de sua namorada, o ânimo de seu colega. Então somente vê que atrapalhou várias pessoas quando repara que ela está com a face igual a sua. Sem vontade de viver.

Olha vou dizer algo, algumas vezes tive a vontade de morrer pelos simples fato de não ver minha vida andar como eu queria, por ver(pressentir, imaginar, sei lá o que!), que sua vida anda atrapalhando a de outros ao seu lado, parece que você chama coisas chatas! Mas por ter fé, uma namorada linda e crer na força dela e em um ser Maior que me faz pensar que ela entrou na minha vida por ele. Consigo espulsar esses pensamentos. Graças a Deus, eu disse graças a Deus eu tenho uma namorada linda. Que luta, me anima, chama para a guerra diária e tudo. Parece ser indestrutível. Mas não é, ela é igual a mim, necessita de ajuda, de carinho, do meu amor. Eu queria na minha inutil estadia nessa terra ser o que ela é para mim...Tudo!!!!!!!!

Eu acho que ela virá ler isso aqui um dia, e por isso escrevi essas palavras, por achar que as vezes conseguimos dizer algo melhor escrevendo do que em uma conversa. Pois, pelo menos eu fico engasgado, me sinto mal em ver que sua face não melhor a cada "não fique triste" que eu digo para tentar trazer um sorriso de volta, em tentar falar com ela e ver que por mais que eu diga seja forte, ela acaba ficando triste. Se ela tem essa força para mim ajudar, qual seria o motivo de eu não ter essa força também?

Procurando uma resposta lógica e rápida, digo que não sei, quem sabe eu seja inferior a ela. Mas não ligo, pois quero ser TUDO o que ela é para mim. TUDO, TUDO, TUDO, TUDO, TUDO, TUDO, TUDO, TUDO, TUDO, TUDO, TUDO, TUDO...



 Escrito por DD às 14h31 [   ] [ envie esta mensagem ]




O dia em que quase perdi minha cabeça

 

Não há muito tempo, quando criança. Aproveitando tudo o que tinha de agradável na invasão. Não sabendo identificar se eu chamaria de quadra sendo que não tinham quadras. Haviam ruas e nomes engraçados, a minha mesmo se chamava Rua Alta Tensão, barraco nº 2116, Paranoá. Por ter uma rede de alta tensão que cortava a invasão ao meio.

Pois bem. As ruas em que eu andava e aproveitava todo o espaço para brincar e crescer. Tinham e até hoje quando eu passo por perto e me situo geograficamente. Trazem um ar de alegria. Fazem-me lembrar das brincadeiras, as brigas comuns de criança, dos palavrões que acarretavam puxões de orelha, quando não era pior.

Mas sempre que a saudade bate no tino, traz consigo um dia muito engraçado. Brincávamos correndo feitos loucos, tipo polícia e ladrão. Chamávamos de “salve-cadeia”. Um grupo depois do sorteio seria a polícia e outro os ladrões. Os ladrões deveriam correr, mas obedecendo ao critério de ruas que não deveriam passar, pois já se considerava automaticamente presos.

Pois bem, a noite ainda era uma criança e nós lá correndo e sentindo liberdade por sermos criados num lugar, onde nossos pais, apesar de saberem que não era um bom lugar para nos criar. Ainda tinham segurança em deixar um monte de criança nas ruas, descobrindo tudo o que a Vila tinha para oferecer.

Eu corria feito um louco; fugindo, gritando, brigando por não aceitar umas prisões. Coisas do tipo:

_ Você ta preso!

_ Não to.

_ Ta sim, eu lhe peguei.

_ Mentira, você nem me segurou!

Seriamos presos sempre que nos pegassem e dessem três tapas nas costas. Algumas vezes rolava briga feia por causa dos tapas. Alguns excessos, coisa de criança.

E lá ia eu, depois de uma fuga, com dribles de corpo que enchiam o ego de cada. Uma puxada para direita, outra para a esquerda e lá ia eu no fim da rua. Aparecia novamente para tentar livrar meus comparsas e novamente os dribles, fugas pelos barracos alheios, saltava arames farpados outras vezes tinha que me esgueirar entre eles. Gente brava por passarmos pelos lotes correndo e gritando por avacalhar quem não conseguia nos pegar. E isso sempre deixava alguns arranhões grandes. Chato era arranjar uma desculpa para a mãe. Pés nas havaianas seguras com grampo ou arame, para reforçar. Driblar três, quatro meninos fazia com que os outros sempre lhe chamassem para o time deles por ter agilidade na fuga.

Mas lá pelas nove horas. Estou falando essa hora por lembrar que era hora de novela das oito. E todo mundo estaria em casa nessa hora. Bem, continuando. Eu tinha acabado de livrar uns amigos e tínhamos tido a idéia de fugirmos passando pelo lote onde funcionava um centro espírita. Pois os arames de lá não eram farpados e sim lisos. Assim seria mais fácil se mandar. Nisso quando estávamos bem quietos para não chamar a atenção, um cara que cuidava do galpão nos viu e começou a gritar e isso chamou a atenção dos outros meninos que queriam nos pegar. Foi um foge para cada lado, eu me mandei por um canto em que eu teria que passar no lote da Dona Ambrozina...Eita nome, hehehehehehehehe.

Passei pelo arame, me adentrei no lote da mulher que era a fuxiqueira da rua num silêncio tamanho. Com medo de ela ouvir e ir olhar o que era .A mulher aumentava tudo. Eu já a imaginava dizendo que eu tava tentando roubar as bananas dela, contando para minha mãe e meu pai, isso girando entre os vizinhos, seria a morte para mim. E sobre as bananas serem pegas, coisa que eu já tinha feito muitas vezes com muita precisão, não seria agora que ela iria me ver.

Quando vi que poderia correr para a liberdade, justo nessa hora em que já me sentia livre de Dona Ambrozina e dos meninos. Aconteceu a merda. Eu comecei a correr o máximo que eu podia para fugir, ria sozinho por imaginar a cara dos meninos ao me verem livre ainda. Corri feito um louco e tive umas das piores sensações da vida. Justo quando estava perto de sair do lote, meti meu pescoço na corda de nylon do varal. Nossa, eu por estar correndo muito, tive um tranco enorme que me jogou para traz e assim para o chão. Isso fez um barulho muito grande, sentia muita dor, olhos já cheio de lágrimas. Mas isso eu não faria, já era grande, já iria para os meus oito anos e meio. Homem não chora, lembrava meu pai dizer. Mas me contive e sai do lote, cambaleando é claro, mas sai. Cheguei em casa e aquela marca enorme no pescoço e minha mãe louca querendo sabe onde e como eu tinha feito aquilo. Chantageava-me, dizendo que se eu não falasse para ela, ela iria contar ao meu pai, coisa que eu menos queria que acontecesse.

Para meu pai só foi contado muito tempo depois. E na rua todos sempre riam de mim quando viam minha marca no pescoço. Foi um dia muito animado, até acontecer tudo isso. E hoje vejo o quanto foi mais engraçado ainda, por rir de tudo que fazíamos e ainda tirávamos onda.

Quanto à marca, já não tem nada. Nada consta!

 

 

 



 Escrito por DD às 18h00 [   ] [ envie esta mensagem ]


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